
- Mãe, continuarão me julgando. E eu, com esse coração torto, essa boca covarde e essa garganta muda, aguento muito ainda. Vai passar mãe, vai passar. Eu tô jogando fora tudo que não é para mim… o amor tá indo junto. Tá indo para não sei onde, mas vai. E eu viro pedra, eu viro pedra para não ser ferida. Mas vivo ferindo por aí. Eu não sei mais quem eu sou bem agora..
- Ô minha filha, as suas dores não são as maiores do mundo e nem vão ser. Sacode a poeira. Toma um banho de rio. Abre essas asas. Grita alto, chora baixo. Pula alto e cai de cara. Desenha toda a beleza do mundo. Compra uma caixa de lápis de cor e sai aí colorindo a vida.